A Tradição do Zabumba na Quadrilha Junina
O zabumba, instrumento de percussão de origem africana que se tornou símbolo do forró nordestino, ocupa um lugar central na identidade deste grupo. No ciclo junino — que vai de Santo Antônio a São Pedro — o zabumba marca o compasso das quadrilhas, guiando os pares em figuras como a corrente, o balancê e o famoso anarriê que encanta o público nos festivais.
Os grupos de quadrilha junina do Nordeste são mais do que conjuntos artísticos: são comunidades inteiras que se organizam ao longo do ano para celebrar São João. Ensaio atrás de ensaio, confecção artesanal de figurinos, preparação de comidas típicas como pamonha, canjica e bolo de milho — tudo faz parte do ritual que precede a grande noite da apresentação.
O Ciclo Junino no Nordeste
O calendário junino nordestino começa com as festas de Santo Antônio em junho, passa pelo grande São João — também conhecido como o Maior São João do Mundo em Campina Grande — e se encerra com São Pedro. Cada cidade tem seu arraial, sua fogueira e suas quadrilhas disputando prestígio e torcida. O Nordestão, festival transmitido pela Globo, é o palco onde os melhores grupos do regione se enfrentam em uma celebração que vai além da competição: é showcase da cultura viva do sertão.
Para quem quer entender a alma do Nordeste, acompanhar uma quadrilha junina é o melhor caminho. Do sanfona ao zabumba, do triângulo à voz do repentista, cada elemento conta a história de um povo que transformou a seca em festa e a tradição em identidade.